Um termo de compromisso firmado entre a Prefeitura de Itajaí e os proprietários de um prédio abandonado na Rua Hilda Breittenbauch, no Centro, garantiu o fechamento do imóvel no início desta semana. O local vinha sendo usado por moradores de rua e usuários de drogas, o que gerava risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti devido ao acúmulo de lixo e entulhos. A solicitação para o fechamento da área partiu da Sala de Situação de combate à dengue do município, que tentava solucionar o caso há dois anos.

Nesta segunda-feira (7), a Secretaria Municipal de Obras realizou mais uma limpeza do local e, em seguida, os proprietários iniciaram o fechamento do imóvel com tapumes. O prédio ainda contará com monitoramento de um vigia para evitar novas invasões. “Depois de dois anos realizando limpezas emergenciais e tentando fazer o fechamento desse local, finalmente conseguimos solucionar a situação com apoio da Justiça e do Ministério Público”, afirma o coordenador do Programa de Controle da Dengue, Lúcio Vieira.

O pedido de fechamento do imóvel foi feito ao Ministério Público pela Sala de Situação municipal, por meio da Defesa Civil, pois o local trazia risco à saúde pública dos moradores. Em dezembro do ano passado, a Justiça realizou uma audiência com a presença da Defesa Civil, das Secretarias Municipais de Saúde e de Obras e dos proprietários do prédio, na qual foi estabelecido um termo de compromisso para fechar a área no início deste ano.

“A Defesa Civil está à disposição para apoiar ações que gerem benefícios para a população, como o fechamento deste prédio. O órgão atua não só em momentos de crise, mas também em atividades que auxiliem as demais secretarias para o bem comum”, comenta o coordenador da Defesa Civil, Carmo Dias.

Para o empresário José Aurélio Pereira Júnior, que tem uma escola de música ao lado do imóvel, o sentimento de insegurança era imenso e muitos moradores tinham medo de passar em frente ao prédio. “Fui muito prejudicado. Pais que traziam seus filhos para conhecer a escola, davam meia volta e iam embora, com medo do pessoal que frequentava o local”, relata.

Segundo ele, era comum o uso e a venda de drogas no imóvel, além de brigas entre os usuários e moradores de rua. “O vai e vem dos usuários era constante, seja para buscar e usar as drogas ou para esconder algum produto fruto de roubo. Minha escola foi furtada numa noite em que descerram pela parede lateral do prédio”, conta.

Depois de anos pedindo pelo fechamento do local, agora Pereira afirma que a sensação mudou, a aparência da rua melhorou e acabou a circulação de andarilhos e usuários de drogas. “Começo o ano novo com expectativas boas, tanto pessoais como profissionais, pois espero que a minha escola recupere os alunos que perdeu e que a rua se torne segura como era há alguns anos. Agradeço a prefeitura e todos os envolvidos nesse processo que foi necessário para fechar o prédio”, destaca.


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