O programa será implementado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais ( ABRELPE), por meio de um Acordo de Cooperação com o Ministério do Meio Ambiente, com recursos e sob orientação da Agência de Proteção Ambiental da Suécia.

Para participar, o Município teve de se inscrever. Entre os requisitos para a inscrição, estavam ter Plano de Gestão de Resíduos Sólidos e/ou Plano Municipal de Saneamento. Na seleção, foram avaliados quesitos como a existência de coleta seletiva, preferencialmente em parceria com Cooperativas ou Associações de Catadores, a localização em área de interesse turístico, entre outros. A participação dos municípios é gratuita. Também não haverá repasse de recurso aos municípios.

Durante nove meses, Balneário Camboriú receberá assistência técnica para identificar e combater as fontes terrestres que poluem os recursos hídricos. Nesse período, técnicos e consultores especialistas ajudarão a identificar as possíveis lacunas que provocam a destinação incorreta de materiais pós-consumo. A primeira reunião de trabalho será em 20 de agosto, na sede da ABRELPE, em São Paulo (SP). Representará o Município um interlocutor nomeado pela Prefeitura.

“Acho de extrema importância o Município ter tido esse interesse de participar desse chamamento público para o programa. É muto gratificante termos sido selecionados, pois possuímos diversas praias. Combater os resíduos sólidos que chegam até o mar deve ser levado a sério. É muito importante para o Município receber esse ajuda técnica para que possamos impedir que o lixo chegue ao mar e prejudique o ecossistema”, diz a diretora de Desenvolvimento Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente, Eduarda Montibeller Schuch.

O lixo marinho, principalmente o plástico, é um problema mundial e uma ameaça a todas as formas de vida do planeta. Pelo fato de serem fragmentados em partes microscópicas, as quais circulam e se acumulam em diversas zonas dos oceanos, os materiais plásticos são a maior fonte de poluição aos ecossistemas marinhos. Conforme estimativas da ONU Meio Ambiente, cerca de 600 espécies de animais marinhos já sofrem com a ingestão de plástico, e, até 2050, cerca de 99% das aves marinhas terão ingerido o material.

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