No trecho entre as avenidas Palestina e Martin Luther, eles passaram visitando as residências, recolhendo material que acumulava água e orientando a população.

Terezinha Maria Haas foi uma das moradoras que abriu os portões de casa para receber os agentes do Programa de Combate ao Aedes aegypti. “Acho muito importante essa ação. Aqui em casa eles olharam e está tudo certinho”, falou a moradora. Na Rua Tailândia, Jairo Gon, que estava na casa de sua mãe, também recebeu os agentes. “Eles olharam tudo aqui e não tem nada com água parada. Acho importante essa visita nas casas, para conscientizar as pessoas e impedir que o mosquito prolifere”, disse.

Mas, infelizmente, nem todas as casas estavam com tudo certo. Baldes, latas de tinta, lonas e outros recipientes cheios de água - até com larvas do mosquito, foram encontrados em algumas residências. O material era recolhido pela Secretaria de Obras enquanto a equipe da Saúde alertava o proprietário do imóvel. “Trabalho há quase dez anos no programa e por mais que a gente oriente, muitas pessoas não fazem sua parte. Até bacia de água com larvas encontrei hoje”, contou a agente Rosimeri Orlandi.

“A ação de hoje ela é para estarmos mais próximos à comunidade, informando o quanto é importante o cuidado deles com os objetos, com a água, com as larvas. São coisas que falamos rotineiramente, mas parece que a população não está dando tanta importância, por isso viemos hoje, mais uma vez, orientar e alertar”, disse a secretária de Saúde, Andressa Hadad.

“Viemos no Bairro das Nações porque aqui foi um dos bairros onde encontramos mais focos positivos do mosquito. Nossa intenção foi tirar todo material inservível que ta na casa da pessoa, acumulando água e que possa virar criadouro”, contou o coordenador do programa de Combate ao Aedes aegypti, Rafael Neis da Silva. “Balneário Camboriú é um dos 73 municípios do Estado considerado infestado. Isso significa que a gente tem o mosquito em toda a cidade, então a população tem que se atentar e fazer a sua parte”, completou Rafael, lembrando que não são os agentes de saúde que tem que fazer a limpeza nos terrenos, e sim os moradores.

Além da visita nas casas, foram feitas blitz nos semáforos das Avenidas Martin Luther e Palestina. O Aedes aegypti causa quatro doenças graves: dengue, chikungunya, zika e febre amarela. Neste ano, 11 casos de dengue foram registrados em Balneário Camboriú, sendo um positivo residente importado; quatro positivos autóctones e seis positivos residentes Local Provável de Infecção (LPI).

No primeiro semestre deste ano, Balneário Camboriú conseguiu reduzir os focos positivos do Aedes aegypti. Até o final de junho foram localizados 866 focos, enquanto no mesmo período do ano passado quando foram encontrados 1.192 focos. De janeiro a junho foram feitas 49.956 ações dentre tratamento, visitas em armadilhas, visitas em pontos estratégicos, verificação de denúncias e bloqueios. Dentro destes trabalhos foram feitas 33.573 inspeções em depósitos, 4.062 amostras coletadas, emitidas 162 intimações, 64 infrações e uma interdição.


O que você achou desta notícia? Deixe sua opinião na seção de comentários abaixo.

Quer receber as notícias em primeira mão?

Participe do nosso canal no Telegram:

https://t.me/manchetedovale (@manchetedovale)

Entre em contato também pelo WhatsApp: (47) 9 9969-1277


COMENTE ESSA HISTÓRIA