O Brasil desperdiça quase 40% da água potável nos sistemas de distribuição, segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). A perda é causada por vazamentos nas tubulações, erros de leitura de hidrômetros, roubos e fraudes. Em Bombinhas, devido a um trabalho de Gestão e Controle de Perdas (GCP) realizado pela concessionária Águas de Bombinhas, o índice de desperdício reduziu para 33% no primeiro semestre de 2018.

A forte presença de fraudes é um dos fatores que diferenciam o Brasil de países com baixos índices de perda de água e de faturamento. As perdas trazem consequências tanto para o próprio sistema de produção, quanto para o meio ambiente, já que um elevado nível de desperdício equivale a uma necessidade de produção superior ao volume efetivamente demandado.

No município, segundo o supervisor de operações Claudinei Dumke, a ativação do GCP está baseada em seis pontos específicos: gestão de pressão, gestão de micromedição, detecção de fraudes, controle de vazamentos, velocidade nos reparos e gestão da infraestrutura. Desde 2016, ações como a gestão da pressão em diferentes pontos do sistema, a renovação do parque de hidrômetros, o controle de vazamentos e um forte trabalho de identificação de ligações clandestinas contribuíram para esta queda no percentual de perdas.

De junho de 2017 à junho deste ano, o índice de perdas em Bombinhas reduziu para 33% – foram deixados de desperdiçar um total de 444.258 m³ de água. Ou seja, volume suficiente para abastecer a cidade de Bombinhas por aproximadamente seis meses em baixa temporada. Ainda de acordo com Claudinei, a água perdida em vazamentos afeta diretamente a população. Para ele, o sucesso de Bombinhas se deve a alguns procedimentos adotados pela empresa. 

A concessionária realiza manobras para redução de pressões nas redes nos períodos noturnos, instalou Dataloggers (equipamentos capazes de monitorar as pressões) em diferentes pontos da cidade, e "trocou o parque de hidrômetros para que tenhamos uma leitura mais exata do volume de consumo de água da população", explica ele.


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