O Corpo de Bombeiros interditou de forma preventiva, na quinta-feira (31), mais 17 residências vizinhas ao edifício Morada do Sul, no Bairro São Vicente, em Itajaí, no Vale, por causa de risco de colapso estrutural. Na noite anterior, os moradores do prédio de 11 andares também precisaram sair dos apartamentos.

A orientação é para que se evite a circulação nas mediações. Não há previsão para a liberação total da área. O engenheiro responsável pelo prédio descarta risco de desabamento.

Pelo menos seis famílias precisaram sair de casa e estão abrigadas em residências de familiares e em hotéis. Dos 100 apartamentos interditados, 20 estavam ocupados e os moradores também deixaram as instalações.

A Defesa Civil e os bombeiros foram acionados por conta das fissuras e problemas estruturais da edificação. Segundo os moradores, os três primeiros pavimentos são os mais comprometidos. Inicialmente, a interdição total e evacuação ocorreu no prédio na noite de quarta-feira (30).

No entanto, de acordo com uma nova vistoria, os bombeiros avaliaram a situação das residências no entorno da edificação e constataram que uma possível queda da estrutura poderia atingir as casas e recomendou, para garantia de segurança, a saída dos vizinhos de forma imediata.

Obras e monitoramento

A construtora do edifício já faz obras de reforço estrutural. Após a conclusão, uma nova vistoria deve ser feita no local. O engenheiro responsável pelo prédio descartou a possibilidade de desabamento e prometeu ressarcir os moradores que precisaram sair das casas e apartamentos por conta do problema.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a desinterdição de toda a área poderá ser realizada após a entrega de laudo confeccionado por engenheiro civil, acompanhado da respectiva anotação de responsabilidade técnica (ART), apontando os problemas encontradas na edificação, as soluções adotadas pelos responsáveis técnicos para sanar os problemas, e os testes realizados na estrutura que comprovem que a edificação está segura.

De acordo com a Defesa Civil e bombeiros, não há previsão para a liberação total das instalações. Os órgãos seguem monitorando a situação no local.

Oito meses de inauguração

O prédio foi inaugurado há oito meses, logo depois que rachaduras começaram a aparecer. As primeiras foram consertadas pela construtora, mas depois continuaram e, agora, não há mais segurança para os moradores permanecerem, segundo a Defesa Civil.

A instituição foi acionada depois que um morador ouviu um ruído e chamou o Corpo de Bombeiros. Na quarta, técnicos estiveram na edificação e interditaram o térreo devido à queda de placas de reboco. De volta ao local, decidiram interditar o prédio.

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