Foto: Gabriel Silva. 

O Vereador Otto foi chamado com urgência por moradores do loteamento Bertoldo Michels, no bairro Cordeiros, na noite do dia 20 de julho. 45 famílias receberam notificação de um fiscal da Secretaria Municipal de Urbanismo para que deixassem as residências em 60 dias. Assustados, os moradores foram até a Secretaria para pedir informações e saber aonde a Prefeitura de Itajaí iria colocá-los, já que eles não têm para onde ir e não podem viver na rua. Lá, foram atendidos por pessoas que, segundo os notificados, não sabiam dar informações e disseram que eles deveriam sair de casa sem questionar.

"Estou sem dormir", diz Jaqueline, que mora há 20 anos no local. "Trabalhei a vida inteira para construir minha casa aqui. Pago minhas contas e agora querem que eu saia de casa sem terem onde me colocar". Ela diz que os moradores foram mal atendidos na Secretaria de Urbanismo, como se não fossem seres humanos.

Otto diz que as coisas não podem ser feitas desta forma. "Deve haver uma humanização, visita de assistentes sociais, para que o aviso seja dado da forma correta, não da forma que os moradores dizem que foi feito. Idosos e crianças moram no local". O Vereador destaca que vai ajudar as famílias para que o processo de retirada seja feito conforme a lei obriga – inserindo os moradores em programas habitacionais.

Na manhã do dia 21 de julho as famílias e o Vereador Otto irão até a Secretaria Municipal de Habitação conversar sobre a notificação e pedirem os esclarecimentos necessários. O encontro será 9h. Vereador e moradores irão receber a imprensa no local.

Após a visita do Vereador Otto ser avisada para a imprensa, um fiscal da Prefeitura de Itajaí apareceu para conversar com as famílias. Ele diz que houve um mal entendido. Ninguém será despejado sem entrar no aluguel social. Mesmo assim, Otto vai acompanhar a situação de perto, em prol dos direitos dos cidadãos itajaienses.  

A lei garante que moradores não podem ser retirados das residências sem que a Prefeitura tenha dinheiro para indenização, ou tenha outro local adequado para que as famílias se mudem. A própria ação civil pública lançada contra o município de Itajaí esclarece isso.

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