Na noite desta segunda-feira (08), a Igreja Imaculada Conceição foi o local que marcou mais um momento histórico para a cultura Itajaiense, com o lançamento do Anuário 2024. O evento, promovido pela Fundação Genésio Miranda Lins com apoio da Associação de Amigos do Museu Histórico e Arquivo Público de Itajaí (AAMHAPI), integrou a programação dos 200 anos do Curato de Itajaí (1824–2024) e do centenário da primeira publicação do Anuário de Itajaí, ocorrido em 1924.

O Anuário de Itajaí não era atualizado desde 2022 e voltou a ser produzido esse ano. O material de 2023 foi lançado em junho e agora foi lançado o de 2024. Para a Diretora da Fundação Genésio Miranda Lins, Sandra Vanzuita, “todo esse trabalho realizado faz parte da preservação da nossa história e da nossa memória. Temos registros incríveis nos anuários e não podemos deixar isso para trás. No próximo ano, teremos as edições de 2025 e 2026, para que as publicações fiquem todas atualizadas e voltem a ser feitas uma vez ao ano”, explica. 

O Anuário 2024 foi organizado em três grandes seções: Bicentenário, Institucional e Memória & Narrativa. Os conteúdos se alternam entre cronologias, atas, artigos, entrevistas e textos.  A cerimônia contou com a presença de pesquisadores, autores, convidados especiais e representantes da comunidade.

Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a homenagem a Juventino Linhares, jornalista e primeiro editor do Anuário, considerado um dos grandes memorialistas de Itajaí. A filha dele, Maria Augusta Linhares Ferreira, recebeu a homenagem das mãos do professor e historiador Edison D’Ávila, em reconhecimento à contribuição de Juventino na preservação da memória local.

O historiador Rogério Marcos Lenzi, editor do Anuário desde 1980, apresentou detalhes da edição 2024 e convidou os autores para uma homenagem, para valorizar a importância da publicação como fonte de pesquisa histórica e cultural. A programação cultural também encantou o público, com apresentações do Coral Litúrgico Santíssimo Sacramento, do Coro Carpe Diem e da Orquestra de Câmara do IMCARTI. Os grupos interpretaram obras sacras dos períodos Barroco, Clássico e Contemporâneo, para comemorar a data da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Imaculada Conceição.
 
“Começamos o ano com o compromisso de cuidar da preservação da nossa história e de movimentar os espaços públicos, trazendo as pessoas para conhecer e valorizar nossa cultura. Ver esse evento cheio de famílias da cidade e visitantes, reunidos para prestigiar um momento tão significativo, nos mostra que estamos no caminho certo”, conclui a Superintendente Administrativa das Fundações, Anna Carolina Martins.

O evento fez parte do programa “Música e Memória – Concertos e Corais”, da Fundação Genésio Miranda Lins, que promove a valorização da história e da cultura de Itajaí por meio da música erudita em espaços públicos e históricos da cidade.
Exemplares do Anuário foram entregues ao final do evento e qualquer pessoa da comunidade que tiver interesse, pode retirar no Centro de Documentação Histórica de Itajaí.

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