O Município de Itajaí montou uma estratégia para combater a proliferação de escorpiões amarelos na orla da Praia Brava. Além das capturas realizadas pelo Núcleo de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde, a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Itajaí (Famai) e a Secretaria de Obras e Serviços Municipais vão intervir na contenção de pedras da passarela. O gabião receberá um preenchimento de concreto. Os trabalhos iniciaram nesta quinta-feira (22) e serão encerrados ainda na próxima semana.

O fechamento do gabião foi discutido com a Famai e a Secretaria de Obras para que todo trabalho não prejudicasse o meio ambiente. Os órgãos elaboraram um plano de ação em conjunto e já obtiveram as licenças necessárias para iniciar a obra. Para realização do serviço, a vegetação foi retirada, mas será reposta pela Famai com plantas trazidas do Viveiro de Mudas Nativas, além da colocação de poleiros para atrair as corujas, predadoras naturais do escorpião.

“Essa área é pública e é dever do município dar condições de segurança aos moradores e turistas que frequentam a praia. A Secretaria de Saúde já instalou placas de alerta na orla, mas com a proximidade do verão isso não é suficiente, pois as condições de reprodução se tornam mais favoráveis”, comenta a diretora da Vigilância Epidemiológica, Greyce Lobo Mayer.

Durante toda a obra, agentes de combate a endemias da Secretaria de Saúde estarão acompanhando as equipes para dar suporte e capturar os animais que eventualmente aparecerem no local.

Medida de segurança

A intervenção no trecho de pouco mais de 20 metros na Praia Brava foi solicitada pelo Núcleo de Controle de Zoonoses da Secretaria de Saúde de Itajaí. A justificativa é a ocorrência dos escorpiões da espécie Tityus serrulatus na orla. De acordo com a vigilância, a medida é necessária para conter a proliferação dos animais, pois o local possui condições favoráveis para que o escorpião encontre abrigo e se prolifere.

Os escorpiões ficam grande parte do tempo escondidos no gabião, onde também se reproduzem por partenogênese, ou seja, a fêmea sozinha pode gerar até 20 filhotes de uma só vez. Essa espécie ainda consegue ficar até seis meses sem se alimentar, além de ter se adaptado bem às condições da Praia Brava, apesar de não ser nativa do país.

“Por ser uma espécie que oferece risco à saúde pública e tem alta letalidade em caso de acidentes, requer uma ação imediata do município para conter a sua proliferação. Desde 2015, temos a presença do animal na orla da Brava e, mesmo com as ações de controle feitas semanalmente, sua população tem aumentado nos últimos anos“, explica Greyce. Até dia 21 de novembro de 2018, já foram capturados 370 escorpiões amarelos na Praia Brava. No ano anterior, foram feitas 161 capturas no local.

Cuidados

A Secretaria recomenda que a população evite o acúmulo de lixo, entulhos ou madeira, pois isso pode contribuir para proliferação do escorpião, já que ele encontra alimento nesses locais, como baratas e pequenos insetos. Também orienta verificar o local onde está estendendo a toalha na praia, sacudir os panos antes de guardá-los e evitar ficar próximo de locais com entulhos.

Caso aviste algum escorpião na praia ou em outro ponto da cidade, entre em contato com a Vigilância Epidemiológica pelos telefones (47) 3249-5572 ou 3249-5571, para que uma equipe vá ao local verificar a situação. Nos casos de acidentes, a orientação é procurar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou os hospitais da cidade o mais rápido possível. Não é recomendado o uso de inseticidas, porque são ineficazes e agridem ao meio ambiente.


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