Itajaí – Depois da expressiva queda de 8,55% registrada em junho, o custo da cesta básica apresentou um ligeiro aumento de 0,42% no último mês, passando de R$353,07 em junho para R$354,57 em julho. Os dados são do Projeto Cesta Básica Alimentar da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), que elabora o indicador com monitoramento da Uni Júnior, a partir de pesquisa realizada em seis supermercados da cidade. Com esta alta, a cesta básica já acumula elevação de 12,05% em 2018.

Dos 13 produtos analisados que compõem a cesta, oito tiveram aumento de preço. São eles: leite longa vida (19,53%), farinha de trigo (18,63%), arroz (15,19%), manteiga (7,55%), banana (6,18%), feijão preto (4,35%), açúcar (2,83%), e o café em pó (3,19%). O leite registrou elevação de preço nos últimos seis meses e o açúcar teve a segunda alta consecutiva.

Os outros cinco itens do painel que tiveram queda de preço foram: a batata (21,39%), o tomate (19,28%), o óleo de soja (3,41%), a carne (0,90%), e o pão francês. O tomate e a batata tiveram a segunda baixa seguida.

Comparando os preços de julho deste ano com os do mesmo mês do ano passado, seis produtos estão com os preços mais elevados, com destaque para o leite que aumentou 48,74% e a farinha de trigo com 41,67%. Os sete produtos restantes estão mais baratos, entre eles estão o tomate (35,64%) e a banana (17,88%).

O professor Jairo Romeu Ferracioli, economista e professor responsável pelo projeto, lembra que o sobe e desce do custo da cesta básica em Itajaí, nos meses de maio e junho, foi motivado principalmente pela greve dos caminhoneiros. Em julho, segundo ele, os principais fatores condicionantes ao preço foram o clima que impacta mais nos produtos in natura; o preço dos combustíveis, que apesar de ainda estar acima do valor antes da greve, está mais barato; e a elevação cambial. "Creio que a elevação cambial pode ter sido o principal motivador deste aumento. Percebemos isso nos produtos importados e em outros que sofrem influência de preço no mercado internacional", ressalta.

Os pesquisadores acreditam que para os próximos meses o comportamento dos preços dependerá do repasse efetivo da redução de preço no diesel, do custo da energia elétrica que também aumentou, e das condições climáticas, já que o frio intenso pode contribuir para uma elevação dos preços em geral.

Poder de compra do trabalhador

Com este aumento, o poder de compra do trabalhador assalariado em relação a alimentos básicos teve uma ligeira piora. O custo da cesta básica sobre o salário mínimo passou de 37,01% em junho para 37,17% em julho, ainda acima da referência ideal de 33,34%. Em termos de horas de trabalho para aquisição da cesta são necessárias 81 horas e 47 minutos de um total de 220 horas mensais.


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