Blumenau é um dos destinos turísticos mais procurados do País, mas também abriga um importante polo industrial.  Apesar da importância econômica e social, a terceira cidade mais populosa de Santa Catarina até bem pouco tempo despejava quase todo o esgoto que produzia nos rios e córregos da região. A situação começou a mudar em 2010, após a BRK Ambiental fechar um contrato de concessão do serviço de esgotamento sanitário, que elevou a coleta e o tratamento de esgoto na cidade de 4,8% para 42%. A experiência teve tanto êxito que seus resultados serão apresentados pelo Fórum Mundial da Água, em Brasília.

Blumenau será um dos destaques do Painel de Alto Nível “Como aumentar os investimentos em saneamento e gestão de Efluentes?”, no dia 20 de março, a partir das 11h, no auditório Buriti, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. O objetivo é apresentar mecanismos financeiros considerados inovadores aos ministros e autoridades locais presentes ao evento, promovendo um diálogo político sobre investimentos. A cidade catarinense estará ao lado de outras grandes cidades do mundo, como Bogotá (Colômbia), Durban (África do Sul), Dacar (Senegal), Marraquexe (Marrocos), Nairóbi (Quênia), Jodhpur (Índia) e Baguio (Filipinas).

A experiência de Blumenau no Brasil foi considerada inovadora pelo Conselho Mundial da Água, uma vez que se trata de contrato firmado pelo serviço municipal com a iniciativa privada, em que ambos se comprometem a buscar soluções de financiamento que tragam maior cobertura de saneamento básico à população, acompanhada de melhor qualidade do serviço.

Avanços e desafios

Desde que assumiu a concessão dos serviços, em 2010, a BRK Ambiental já investiu R$ 238 milhões no sistema. Graças ao trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos, o município trata atualmente 19 milhões de litros de esgoto por dia, o que equivale a sete piscinas olímpicas de efluentes tratados diariamente. Esse material anteriormente era despejado in natura nos rios e córregos da cidade.

Blumenau avançou 29 posições no “Ranking do Saneamento” divulgado em 2017 pelo Instituto Trata Brasil, em comparação com 2012. Hoje, a cidade ocupa a 65º posição entre os 100 maiores municípios do País – antes, estava na 94ª posição. Em Santa Catarina, a cidade está atrás apenas de Florianópolis (49º) no levantamento, que usa como base os números do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades.

Em apenas sete anos, concessionaria construiu duas estações de tratamento de grande porte, além de implantar cerca de 290 quilômetros de rede, 53 elevatórias e 16 mil novas ligações de esgoto. “O trabalho desenvolvido em Blumenau tem sido facilitado pela compreensão da população com os transtornos que algumas obras trazem temporariamente para o cotidiano. Todos entendem que serão beneficiados de forma permanente ao final desse processo”, explica o responsável pela operação da BRK Ambiental em Blumenau, Edi Bortoli.

Sobre a Brookfield

A BRK Ambiental, empresa com 5 mil funcionários e operações em mais de 180 municípios brasileiros, é controlada pela canadense Brookfield, que tem 70% do capital da empresa. O FI-FGTS é sócio minoritário da empresa, com 30% das ações.

Presente em mais de 30 países, a Brookfield administra ativos da ordem de US$ 285 bilhões nos cinco continentes nos segmentos de Energia Renovável, Imobiliário, Infraestrutura e Private Equity.  Com regras rígidas de compliance, sua filosofia de investimento leva em conta a excelência de gestão, o compromisso com o crescimento sustentável de seus negócios e a visão de longo prazo.

A Brookfield iniciou suas operações no Brasil em 1899. Um grupo de investidores canadenses liderados por William Mackenzie e Frederick Stark Pearson, associados a outros investidores brasileiros, fundou a São Paulo Tramway, Light and Power Company, para desenvolver sistema de iluminação pública e de transporte coletivo movido a energia elétrica. Seis anos depois, criou a Rio de Janeiro Tramway, Light and Power Company. O grupo se expandiu pelo país, cuidando de concessões públicas que mudaram a realidade do transporte público, da infraestrutura e de energia elétrica nos maiores centros urbanos brasileiros. Atualmente a Brookfield detém mais de R$ 75 bilhões em ativos sob gestão no Brasil e suas operações geram mais de 20  mil empregos.

Serviço:

O quê: Painel de Alto Nível: “Como aumentar os investimentos em saneamento e gestão de efluentes?”

Quando: terça-feira (20/03), às 11h

Onde: Auditório Buriti, Centro de Convenções Ulysses Guimarães - Setor de Divulgação Cultural 05, s/n, Eixo Monumental, Brasília (DF)

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