Por uma questão geográfica, localizado na foz do Rio Itajaí-Mirim, Itajaí ainda não sente os efeitos da estiagem, considerada a mais severa dos últimos anos e que coloca 27 municípios em estado crítico de abastecimento. No ponto de captação de água o nível do rio está normal nesta segunda-feira (4), conforme a diretoria de Saneamento do Semasa. O monitoramento do nível do manancial e da vazão do Itajaí-Mirim é feito diariamente. As informações são repassadas à Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc) e compõem o Boletim Hidrometeorológico Integrado, divulgado quinzenalmente.

Praticamente 100% do território urbano de Itajaí é abastecido pela rede de água tratada. Apenas a Vila da Paz, no bairro Nossa Senhora das Graças, recebe água de poço artesiano. Na área rural, os bairros Paciência, Campeche e Brilhante são abastecidos por poços. Já no Limoeiro, a captação de água é feita no Ribeirão Mineral, que apresenta nível normal. Navegantes também depende da água tratada fornecida pelo Semasa.

Além da situação geográfica favorável, o Semasa trabalha para reduzir o índice de perdas na distribuição. Atualmente, esse índice é de 11,75%, muito abaixo da média nacional que é de 38,53%. Esse número pode ser consultado no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Governo Federal.

Apesar da situação de normalidade do rio, a população precisa utilizar a água de maneira racional. "O consumidor deve evitar desperdícios e manter atitudes colaborativas, como fechar a torneira enquanto não estiver usando, deixar acumular roupas para usar a máquina de uma só vez, consertar vazamentos, tomar banhos rápidos e reutilizar água para lavar calçadas.  São alguns exemplos que devem ser seguidos mesmo sem sofrermos ainda com a estiagem", alerta o diretor geral do Semasa, Diego Antônio da Silva. Segundo ele, se a chuva permanecer escassa por mais algumas semanas, Itajaí poderá sofrer racionamento. 

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