Foto: Agência Brasil

Brasil já registrou crescimento econômico no primeiro trimestre deste ano, mas ainda vive os efeitos da recessão, avaliou nesta sexta-feira (12) o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante cerimônia que marca um ano do governo do presidente Michel Temer.

"É um governo de profunda transformação. A recessão que encontramos foi maior que a depressão de 1930 e 31. O tempo do verbo é no passado. A recessão que 'vivemos'. O Brasil já voltou a crescer, mas estamos ainda vivendo os efeitos da recessão. O desemprego está elevadíssimo, deve crescer ainda um pouco, pois tem reação um pouco mais lenta a retomada, mas começa a cair no segundo semestre", declarou o ministro Meirelles.

Segundo ele, a confiança dos consumidores e empresários, que estava em queda antes do governo Temer, resultando em recuo do nível de atividade e do desemprego, começou a se reverter com as ações de política econômica, como a PEC do teto de gastos públicos - que ele classificou como o primeiro projeto de longo prazo no país desde a constituição de 1988.

"Se olharmos para a medida do risco Brasil, o custo de financiar o país, caiu de 500 pontos para pouco mais de 200 pontos e as agências de classificação de risco já começam a considerar a hipótese de melhorar a nota do Brasil, a moeda está se fortalecendo e a bolsa de valores subindo. Tudo isso está dando base para a economia crescer", acrescentou o ministro Meirelles.

Em sua visão, isso está acontecendo porque o governo está enfrentando "questões fundamentais, fiscal, pela primeira vez em décadas, a questão da produtividade na economia".

"Não só crescer, mas crescer a taxas mais elevadas. Há uma ampla lista de medidas tomadas em desburocratização, pagamentos de impostos, crédito. Fazendo com que o crédito seja mais barato e o custo de produzir seja menor. Vai levar a um aumento dos salários e da renda", disse o ministro da Fazenda.

Para o ministro Meirelles, o "Brasil está mudando mais em um ano do que mudou em décadas". "A economia que vivia uma situação de descontrole também no campo inflacionário. Tínhamos uma situação onde o desemprego era elevado, inflação alta e juros elevados. Sinal de desarranjo na economia, e isso está voltando ao normal", afirmou.


COMENTE ESSA HISTÓRIA

Exibir mais