A Festa do Divino Espírito Santo da Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento deste ano irá abrir a Semana do Município. Os festejos do Divino começam neste domingo (28), às 17h30 na matriz, com o retorno das 52 bandeiras que visitaram casas, estabelecimentos comerciais, hospitais e até a Prefeitura de Itajaí durante os últimos 40 dias. Em seguida, a missa dá inicio aos sete dias de oração, às 18h. A festa resgata tradições históricas e religiosas e tem o apoio da Fundação Cultural de Itajaí.

As missas em honra ao Espírito Santo seguem durante a semana na Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento de segunda (29) à sexta-feira (02), às 19h30. O grande momento da festa é no final de semana, quando acontecem os cortejos do imperador e imperatriz do Divino, neste ano representados pelo casal Renata e Amadeu Dagnoni Filho. O casal imperador é escolhido na comunidade da paróquia para serem os animadores e responsáveis pelos festejos. Os cortejos acontecem no sábado às 19h e no domingo em dois horários: às 9h e às 17h30. Os cortejos são procissões que neste ano sairão da frente do Museu e Palácio Marcos Konder, na Rua Hercílio Luz. Eles são formados pelas condutoras das 52 duas bandeiras e por jovens trajados como uma corte imperial e seu significado tem conexão com a origem da festa.

A origem histórica da festa está ligada a uma promessa feita pela rainha portuguesa Isabel de Aragão por volta de 1320 de peregrinar com o símbolo do Espírito Santo, uma coroa encimada por uma pomba, e arrecadar dinheiro para os pobres. A festa se popularizou e se espalhou pelo mundo em diferentes formatos. Em nossa região, a festa é muito popular nas comunidades católicas com influência da colonização portuguesa. Em Itajaí, ela foi retomada na década de 1990 pelo padre David Antonio Coelho.

“A festa do Espírito Santo é celebrada por toda a Igreja, é Pentecostes, cinqüenta dias depois da Páscoa. É a vindo do Espírito de Deus, quando acontece o nascimento da Igreja. E nesta festa popular se manifesta como espírito de caridade e de partilha, como uma doação. Nós dizemos que as bandeiras saíram pobres e voltaram ricas: cheias das fitas que as pessoas visitadas colocam em forma de pedidos”, explica a devoção o padre Sérgio José de Souza, pároco da Paróquia Santíssimo Sacramento.


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