A Fundação Cultural de Blumenau abre nesta quinta-feira, dia 11 de maio, às 10h, a nova exposição temporária do Museu de Hábitos e Costumes. A mostra "Mão de Luva" reúne em torno de 30 pares de luvas e acessórios produzidos em couro e crochê, feitos a mão ou industrialmente. O período de visitas vai até julho a ingressos populares – R$ 5 (inteira) e R$ 2,50 (meia). Para grupos de escolares a entrada é gratuita mediante agendamento pelo telefone 3381-7979. Crianças com menos de 8 anos e idosos com mais de 60 também têm acesso livre. Nas quartas-feiras a entrada é franca.


A história das luvas é antiga e as primeiras foram representadas numa gruta do Paleolítico. Durante a Antiguidade Clássica foram somente consideradas como um simples acessório de proteção, uma espécie de prolongamento do vestuário. Diversos testemunhos provam a sua existência. Na Odisseia, Homero fala das luvas de Laerte, pai de Ulisses e Xenofonte ridiculariza “esses prolongamentos das mangas das fardas dos guerreiros persas que lhes cobrem os dedos". Para Ésquilo, o verdadeiro herói grego é aquele que “levanta a luva” quando todas as forças estão contra ele, é aquele que não desiste e aceita o desafio.


Os antigos egípcios ofereciam ao faraó longas luvas como símbolo de tributo e os antigos romanos as usavam para se protegerem do frio e para trabalharem nos campos. A Bíblia é o segundo registro escrito que aborda a existência das luvas. No livro da Génese, Rebeca cobre os braços e as mãos de Jacob com pele de carneiro para que o pai Isaac julgue Esaú. O uso das luvas na sua forma sem dedos e feitas de peles grosseiras foi mais difundido pelos povos bárbaros do Norte do que pelos gregos e romanos, para os quais só os trabalhadores agrícolas tinham necessidade de usar.


Os carolíngios atribuíram às luvas uma aura simbólica dando-lhes um lugar de honra nos paramentos episcopais equiparando-as ao báculo e à mitra. As luvas se tornam assim uma marca do poder religioso. Durante a Idade Média este estatuto é alargado de atributos de poder político. Podemos encontrar esta mesma imagem de submissão na Canção de Roland, quando um dos 12 pares de França e sobrinho de Carlos Magno, Rolando, no seu leito de morte, oferece a sua luva a Deus.


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O que: Exposição Mão de Luva

Onde: Museu de Hábitos e Costumes (antigo casarão do Comércio de Gustav Salinger, Rua Alwin Schrader, esquina com a Rua XV de Novembro, nº 25, Centro)

Visitas: até julho, de terça-feira a domingo, das 10h às 16h

Ingressos: R$ 5 (Inteira). Estudantes e professores pagam R$ 2,50 e crianças com menos de 8 anos e idosos com mais de 60 anos têm entrada franca. Nas quartas-feiras a entrada é gratuita

Telefone: 3381-7979

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