O Governo de Santa Catarina deixou de aplicar em 2017 na área da saúde o recurso mínimo exigido por lei, como mostrou o Bom Dia Santa Catarina. Foram investidos 12,67%, enquanto que pela obrigação deveria ser de 13%. Com o déficit, o Estado não investiu mais de R$ 60 milhões em ações e serviços na pasta.

Em nota, a Secretaria de Estado da Fazenda confirmou os valores e informou que investiu R$ 200 milhões a mais que o repassado à saúde em 2016. No entanto, naquele ano o exigido por lei era de 12% de investimentos mínimos na saúde.

Ainda conforme a Secretaria da Fazenda, o investimento ficou aquém do percentual mínimo exigido por causa por causa de perdas acumuladas e dos gastos adicionais com novas contratações.

Em imposto foram arrecadados R$ 18.474.407.230,31 em 2017. Como mostrou o Bom Dia Santa Catarina, os 13% de investimento somariam à R$ 2.401.672.939,94. No entanto, foram investidos R$ 2.341.460.528,17, ou seja, 12,67% do total da arrecadação de 2017. Assim, faltou para a saúde R$ 60.212.411,77 de investimentos obrigatórios.

Auditoria TCE

Segundo a auditoria do TCE que apontou a dívida de mais de R$ 1.083.958.642,18, o valor em registros oficiais é de cerca de R$ 590 milhões, enquanto que o não contabilizado seria de mais de R$ 490 milhões.

O novo secretário da Saúde, Acélio Casagrande, assumiu a pasta neste mês dizendo que para melhorar a situação deve apostar em reforma, que deve investir na regionalização e que cada direção de hospital terá metas.






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