O projeto de extensão Atelier Solidário, vinculado ao curso de Design de Moda da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), elaborou os figurinos para as apresentações do Maracatu Nova Lua. A produção ocorreu de forma participativa, envolvendo os membros do grupo musical, professores e acadêmicos da Universidade. Os figurinos foram produzidos com material de descarte fabril, doado por diversas empresas têxteis da região do Vale do Itajaí.

O Maracatu Nova Lua iniciou suas atividades na comunidade Quilombo Morro do Boi, localizada no bairro Nova Esperança, em Balneário Camboriú (SC). Atualmente, o grupo realiza atividades no bairro da Barra, promovendo oficinas aos sábados. O grupo é formado por batuqueiros remanescentes da comunidade quilombola, moradores de Taquaras, Estaleiro, da Barra e do Centro. A primeira apresentação do grupo de maracatu, com o novo figurino, aconteceu no dia 25 de novembro, no Mercado Público de Itajaí.

Carola Santos, professora da Univali, uma das articuladoras do Maracatu Nova Lua e participante das atividades há quatro anos, relata que o objetivo agora é expandir o alcance do grupo e interagir com famílias de pescadores e artesãos, aumentando a diversidade cultural e explorando a musicalidade e os ritmos relacionados aos saberes locais. "Os integrantes ficaram honrados em receber esse figurino, que criou uma identidade forte e impactante para o grupo, e possui relação direta com as tradições do Maracatu de Baque Virado", afirma Carola.


Já o professor e historiador Renato Riffel, coordenador do projeto Atelier Solidário, ressalta que o processo de elaboração dos figurinos contribuiu para que os integrantes da comunidade e do grupo musical, assim como alunos e professores da Universidade, percebessem a importância da valorização, preservação e difusão das referências culturais existentes nos espaços de vida dessas comunidades.A aluna e monitora do Atelier Solidário, Mayra Gislon, observa que os acadêmicos envolvidos encontraram no projeto oportunidades para aplicar, na prática, os conhecimentos adquiridos nas disciplinas do curso. "Participamos de todo o processo de elaboração de um produto, desde o projeto inicial, passando pela escolha de material e chegando até a finalização. Além disso, tivemos contato com uma cultura rica e inspiradora", comenta Mayra.

Inserção social dos acadêmicos

Riffel destaca ainda a importância da inserção social dos acadêmicos nas comunidades existentes no entorno da Univali. Para ele ficou claro o valor dessas ações conjuntas, em que os estudantes e as comunidades locais se organizaram para minimizar os problemas diagnosticados.

Sobre o projeto Atelier Solidário

O Atelier Solidário promove ações economicamente viáveis, socialmente justas e ecologicamente corretas, visando o desenvolvimento das comunidades locais e regionais. O desafio do grupo é repensar a produção e o consumo sob a ótica da sustentabilidade, na busca por conciliar as possibilidades de trabalho do curso de Design de Moda com os conceitos da economia criativa, propondo inclusive novos olhares para o mundo dos negócios. Os resultados almejados englobam, além da promoção do bem-estar social e ambiental, a diminuição da quantidade de resíduos fabris destinados ao descarte, já que esses materiais são utilizados nos trabalhos do atelier para a criação e elaboração de novos produtos.

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