O projeto contempla 150 km de esgotamento. Obras recomeça após liberação de recursos federais

Segunda etapa da construção de 150 km de rede de tratamento de esgoto começa dia cinco de fevereiro. A data foi definida em reunião realizada na manhã de quinta-feira, 25, entre equipe técnica da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), representantes de empreiteira e equipe de gabinete do prefeito José Thomé. O investimento da obra é de R$ 74 milhões.

A obra inclui ações de calçamento, valas, compactação e pavimentação. Estão incluídos no pacote o conserto de lajotas, reconstrução de meio-fio e problemas já existentes como falhas de drenagem e substituição de lajotas já desgastadas pelo tempo. Foram constatados ainda problemas estruturais em algumas redes de drenagem e esgoto. As obras serão supervisionadas por meio de equipe técnica da Prefeitura. O cronograma de atividades será realizado conforme diretrizes definidas em reuniões quinzenais.

A primeira reunião - com engenheiros, técnicos da Prefeitura e representante da empreiteira responsável pela obra - acontece dia dois de fevereiro, ou seja, três dias antes do início das atividades. Em pauta estarão a definição de cronograma de ruas com menor impacto no trânsito. Serão feitas vistorias de entupimento em tubulação antes do começo das obras.

Durante a reunião, no gabinete, o prefeito José Thomé frisou "a prioridade da qualidade na pavimentação. Não dá para ter mais que seis frentes de trabalho para que serviço se torne administrável para todos. A inspeção das várias etapas de pavimentação será fundamental". O assessor especial de Infraestrutura da Prefeitura de Rio do Sul, Tarcísio Testoni, se manifestou ao afirmar que "80% da atual rede de esgoto apresenta falta de pavimentação, seja na lajota ou paralelepípedo".

Melhorias

Thomé falou sobre gargalos de mobilidade e a necessidade de diferencial de horário para as obras. "Precisamos de flexibilidade para não prejudicar o fluxo de carros em horários de pico". Ao citar a importância de elaborar horários alternativos para não interferir no comércio local. "Essa é a maior obra de saúde pública de Rio do Sul. Tratamento de esgoto é algo primário. É uma ação que impacta, inclusive, no índice de desenvolvimento humano (IDH). Eu afirmo que se trata de uma das maiores obras de tratamento de esgoto de Santa Catarina", enfatiza Thomé. O prefeito adianta que a segunda fase das obras, que começa dia cinco de fevereiro, contempla os bairros Canoas e Navegantes.

O secretário de Infraestrutura, Fábio Alexandrini, frisa que a "importância de esgotamento está relacionada principalmente ao meio ambiente e qualidade da água que teremos. Rio do Sul segue o exemplo de países de 1º mundo que fazem esse tipo de tratamento".

O engenheiro sanitarista e ambiental da Casan, Rangel Barbosa, argumenta que a primeira fase do projeto "contemplou 55 km, o que corresponde a cerca de 30% das obras". Esta etapa ocorreu de 2015 a 2016. Ocasião em que foi feito o esgotamento parcial de bairros como Boa Vista, Fundo Canoas, Canta Galo e Laranjeiras". A paralisação das obras se deu devido à falta de recursos federais. No entanto, a segunda etapa acontece neste mês, "quando ocorre a interligação de vias paralelas e, posteriormente, as principais rotas de Rio do Sul. Só então irá entrar em funcionamento a estação de tratamento", pondera o secretário de Infraestrutura. Ou seja, o trabalho ocorre inicialmente em vias paralelas e depois nas avenidas ou acessos de maior uso da população.

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