Polícia Civil de Navegantes investiga a morte da menina de 1 ano e 7 meses que foi agredida com um taco de madeira na cabeça. O tio-avô de 43 anos da criança foi preso em flagrante na segunda-feira (26). Na delegacia, o homem que é parcialmente cego, disse que "não viu" quem foi atingido durante a briga.

A menina, que estava com a avó, que tem a guarda legal da criança, foi agredida na segunda-feira (26) e morreu na madrugada desta quarta-feira (28) em um hospital de Itajaí, no Vale. A avó da criança, que é irmã do suspeito, informou que o homem estava na residência com o taco de madeira e teria começado as agressões que atingiram a menina.

A suspeita é que os dois começaram a discutir por causa de uma herança. O delegado Gustavo Delta disse que nos próximos dez dias serão feitas diligências do caso. "A Polícia Civil está tratando o caso, a princípio, como homicídio consumado", afirmou.

Delta explicou que o homem disse em depoimento não ter visto a criança e que o caso de saúde pode ser considerado no inquérito, conforme o andamento das investigações. "Pode ser que o crime seja desclassificado para lesão corporal seguida de morte", completou o delegado.

Defesa do suspeito

Segundo o advogado Gaspar Sidnei de Souza, que defendeu o suspeito em casos anteriores, o homem preso tem diabetes tipo 1 desde a infância e toma insulina diariamente. "Ele já perdeu uma visão [de um olho] e está na iminência de perder a outra, a diabete dele é muito grave", informou Souza.

A avó da criança confirmou na terça a cegueira do homem, mas contestou que o fato dele não souber o que estava fazendo. "Ele é diabético desde os 12 anos e toma insulina, ele tem problema 'na visão', mas ele enxerga, ele enxerga [repetiu], ele sabe as coisas que está fazendo", disse na terça. "Eu crio a menina, então de certo ele quis me atingir. Ele falou: eu vou matar vocês duas", completou a avó. Questionado nesta quarta, o delegado afirmou que não há indícios de responsabilização da avó no caso.

Ainda segundo o advogado, o suspeito já é aposentado, é dependente químico e tem histórico de conflito com irmã. "Havia uma rixa de família, uma briga por patrimônio", completou o advogado. No dia do conflito, segundo o advogado, a mulher teria chegado com um outro homem para tentar tirar o suspeito da casa onde estava, que era de propriedade da mãe deles, que morreu.

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