Polícia Civil concluiu nesta quinta-feira (25) o inquérito que investigou o acidente de trânsito causado pelo auditor fiscal de Santa Catarina e ex-deputado federal João Pizzolatti em 20 de dezembro do ano passado. Ele foi indiciado pelos crimes de embriaguez ao volante e tentativa de homicídio, pois um jovem ficou gravemente ferido.

Em um vídeo gravado por uma testemunha logo após o acidente na SC-421, em Blumenau, Pizzolatti admitiu que estava embriagado. Ele chegou a ser internado dois dias após o acidente para tratamento de alcoolismo. Se condenado, a pena pode chegar a cinco anos de prisão.

No depoimento prestado na 2ª delegacia de Blumenau por volta das 14h desta quinta, o ex-deputado se manteve em silêncio a maior parte do tempo. O advogado do ex-parlamentar, Honório Nichelatti Júnior, declarou à NSC TV que ele e o cliente lamentam profundamente o episódio e estão em tratativas para dar todo amparo à família de Paulo Marcelo Santos, de 23 anos, que teve fraturas e queimaduras de 2º e 3º graus nas pernas no acidente.

De acordo com Rafael Prothow, padrasto de Paulo Marcelo Santos, desde o acidente, o jovem não saiu do hospital. “Ontem, ele passou por uma cirurgia no hospital de Joinville para enxerto das áreas feridas pelas queimaduras. Aguardamos avaliação médica para sabermos agora sobre o tempo que ele deve permanecer em tratamento”, explicou.

Investigação

O carro que Pizzolatti dirigia invadiu a pista contrária e bateu em dois veículos, segundo relatório da Polícia Militar Rodoviária (PMRv). Além de ter sido feito auto de constatação de embriaguez, também foi constatado que o ex-deputado estava sem a carteira de habilitação.

Mesmo nessas condições, ao invés de ter sido conduzido à delegacia, Pizzolatti foi levado pelos bombeiros ao Hospital Santa Isabel, em Blumenau. Sem nenhum policial por perto, ele recusou o atendimento médico e saiu pela porta da frente.

Um dos veículos atingidos pelo carro do ex-deputado tombou e pegou fogo. Quem passava pelo local ajudou a virar o carro e apagar as chamas com extintores.

O político estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida desde agosto de 2017, conforme o Detran de Santa Catarina. Entre 2014 e 2017, ele somou 222 pontos na carteira.


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