A queda de um helicóptero na cidade de Joinville, norte de Santa Catarina, matou três pessoas. Uma quarta vítima, identificada com Daniel da Silva, 18 anos, foi resgatada com vida e está hospitalizada no Hospital São José com queimaduras no corpo.

De acordo com o 17º Batalhão da Polícia Militar, o helicóptero caiu próximo a várias casas, na servidão Adenilda Roeder, no bairro Paranaguamirim, e depois pegou fogo. O acidente ocorreu em torno das 15h45 desta quinta-feira, 8. Nenhuma pessoa foi atingida no solo.

Uma das suspeitas da polícia é de que o helicóptero pudesse ser usado no resgate de um preso. O local da queda fica a 2 km de um presídio.

A aeronave com o prefixo PR HBB, modelo BELL 206, era da empresa Avalon Táxi-aéreo e fazia normalmente voos panorâmicos na cidade de Penha.


Dois dos quatro ocupantes da aeronave são suspeitos de realizarem o sequestro. Funcionários da Avalon disseram à PF que dois homens contrataram, na véspera do acidente, um sobrevoo de 50 minutos numa área que seria de propriedade deles em Joinville e, depois, retornar para Penha. A dupla pagou R$ 3,1 mil em dinheiro, conforme a empresa.

Segundo a Polícia Civil, que iniciou as investigações antes que a PF assumisse o caso, após a decolagem o piloto emitiu à seda da Avalon, em Curitiba (PR), um código de que o helicóptero tinha sido sequestrada.


O sobrevivente é Daniel da Silva, de 18 anos, que foi retirado da aeronave por populares. Ele é detento do regime semiaberto e tem passagens por tráfico e porte ilegal de arma de fogo. Silva foi preso em flagrante e está sob custódia dos agentes da PF.

A perícia da queda será feita pela Polícia Federal e pelo Serviço Regional de Investigação de Acidentes Aéreos (Seripa), que vão investigar o crime e as causas do acidente.


As vítimas da tripulação são o piloto Antônio Mário Franco Aguiar, de 56 anos, que morava em Curitiba (PR), e o auxiliar de pista Bruno Siqueira, de 21 anos, que vivia em Penha. O outro passageiro ainda não foi identificado.

Perto do local da queda foram encontrados um revólver e uma pistola 9mm, que de acordo com a Polícia Militar, está registrada em nome das Forças Armadas do Paraguai.

Testemunhas disseram à PM que chegaram a ouvir tiros enquanto a aeronave ainda estava no ar. Mas, conforme a Polícia Civil, só a perícia poderá chegar à conclusão se houve disparo.


Vítima


Filho caçula de um comerciante e de uma dona de casa, Bruno Siqueira trabalhava havia cinco meses como auxiliar de pista. A família mora em Penha.


Um primo dele, que também é funcionário da Avalon, contou à família que Bruno aproveitou que havia um lugar no helicóptero para poder voar e que, na pista, os dois suspeitos não levantaram suspeitas.

"Ele morreu fazendo realmente o que era o sonho dele", disse Ketlyn Francisco Severino.


Nota do parque Beto Carrero:

“Lamentamos a queda de uma aeronave pertencente a empresa Avalon Taxi Aéreo, que terceiriza o serviço de voos panorâmicos no Beto Carrero World. Segundo informações da Avalon Táxi Aéreo, a aeronave não estava operado nas rotas oferecidas de serviços pelo Parque”.


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