A Polícia Federal deflagrou nesta manhã (11/5) a Operação Tripoli, que visa a combater o contrabando de camarões da espécie Pleoticus müelleri, cuja importação está proibida no Brasil desde 2013. O grupo investigado também seria responsável pelo uso indevido de selo do Serviço de Inspeção Federal – SIF.


Cerca de 140 policiais federais cumprem 33 mandados judiciais, sendo 21 de busca e apreensão, 5 de prisão preventiva, 1 de prisão temporária e 6 de condução coercitiva, todos expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Federal de Joinville. Também participam da ação servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA e da Receita Federal.


As investigações tiveram início a partir de fiscalização realizada por servidores do MAPA, em setembro de 2015, nas dependências de uma das empresas envolvidas, que fica em Barra Velha/SC. Naquela ação, foram apreendidos cerca de 400 kg de camarões da espécie proibida, provenientes da Argentina. Foram, ainda, verificados outros ilícitos, dentre os quais fraudes no processamento e comercialização de pescados. O uso indevido do selo do serviço de inspeção federal – SIF tinha o objetivo de passar ao consumidor a falsa informação de que o produto foi processado por empresa inspecionada, quando isso na verdade não ocorria.


Foi constatado, também, o emprego da substância química tripolifosfato de sódio em momento da cadeia de produção em que não é permitido, buscando agregar água ao camarão de forma a propiciar ganho artificial de peso. Peritos criminais federais coletaram amostras dos produtos para exames, com o fim de corroborar as provas produzidas com as apreensões já realizadas ao longo das investigações.


Os investigados, na medida de sua participação, responderão pelos crimes de contrabando (reclusão de 1 a 5 anos), uso indevido de selo ou sinal (reclusão de 2 a 6 anos), de emprego de substância não permitida (reclusão de 1 a 5 anos), dentre outros.


O nome da operação é uma referência ao composto químico proibido que era utilizado na cadeia de produção.

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