A Polícia Militar de Santa Catarina recebeu orientação do governo do estado de garantir os serviços prioritários na saúde e no abastecimento de insumos. Por isso, a Defesa Civil irá identificar os caminhões que estão com esses produtos para que a PM faça a escolta. A medida é em função da greve dos caminhoneiros contra a alta no preço do diesel. O movimento grevista chegou ao 5º dia nesta sexta-feira (25).

Segundo o Estado, caso haja resistência em relação à ação da Polícia Militar, pode ocorrer o uso de força. Os grupos de comboios inicialmente devem se deslocar para Florianópolis, Joinville e Araranguá.

A determinação do governo estadual é anterior ao anúncio desta sexta (25) do presidente da República, Michel Temer (MDB), que acionou as forças federais de segurança para desobstruir as estradas e pediu aos governadores "que façam o mesmo".

A administração estadual disse, por meio da assessoria, que ainda foi formalmente notificada pelo governo federal sobre o assunto, mas que fará um anúncio às 17h sobre as medidas policiais para garantir a prestação de serviços essenciais.

O comando da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Santa Catarina informou às 14h ainda não ter uma manifestação oficial sobre a determinação federal. A reportagem não conseguiu contato com o Exército.

Veículos escoltados

A Defesa Civil solicitou aos caminhoneiros que estejam com produtos essenciais entrem em contato com órgão para ter escolta da Polícia Militar.

Esses veículos receberão um adesivo da Defesa Civil e terão escolta garantida. São considerados produtos essenciais gás para hospitais, combustível para veículos de emergência, cloro para tratamento de água, medicamentos para hospitais e ração animal.

A Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de SC (Fetrancesc) pede "a sensibilização de motoristas e empresas".

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