O programa que visa a eficiência na atividade pública enquanto promove a preservação do meio ambiente, com a incorporação de critérios socioambientais no dia a dia dos órgãos que aderem à iniciativa.

A Comissão Gestora da A3P na Câmara foi empossada durante a sessão ordinária desta terça-feira (04), e é composta por seis servidores que trabalharão voluntariamente.

A coordenadora do grupo é a assessora parlamentar Kelli Cristina Dacol, que tem 12 anos de experiência profissional e acadêmica com políticas públicas ambientais. Os demais integrantes são: Angelita Sorgatto Amancio, Daniele Sisnandes dos Reis, Geraldo Sergio Cemin, Oseias Eleno Nascimento e Wagner Adilson Rogal.

Etapas

A primeira tarefa da comissão será a realização de um diagnóstico de práticas e gastos do Legislativo, como explica Kelli: “Antes de propor ações, precisamos compreender como está sendo realizada a gestão de resíduos, quais são os gastos com energia elétrica, água, materiais de expediente etc. Faremos um mapeamento dos gastos da Câmara, avaliaremos as ações já adotadas, e faremos pesquisas e questionários para podermos inserir os servidores nesse trabalho”.

Após o diagnóstico, será elaborado um plano de ação, com objetivos, metas e programas que a Câmara adotará dentro da A3P, e ocorrerá a vinda de técnicos do Ministério do Meio Ambiente, coordenador do programa, para prestar orientações.

Em seguida, haverá a fase de ampla sensibilização e mobilização de servidores e direção do Legislativo, para que o plano de ação seja executado e tenha uma continuidade. Paralelamente a isso, haverá a definição de indicadores para monitorar todas as etapas.

“A A3P só consegue ser consolidada e ter sucesso, a meu ver, com o envolvimento dos servidores, com um plano bem definido, viável, através do qual reconheçamos quais são os gastos que a Câmara tem, quais são os recursos disponíveis, quais as ações que podemos empreender, para, de forma efetiva, conseguirmos fazer algo aplicável”, destaca Kelli.

Prazo e eixos temáticos

A A3P, conforme proposta pelo Ministério do Meio Ambiente, tem um prazo total de implantação de cinco anos, em função de ser um programa complexo e de se tratar de uma mudança de cultura institucional. As ações, no entanto, já começam a funcionar ao longo desse prazo, e algumas até já podem existir no órgão, necessitando apenas de ajustes.

A Agenda Ambiental se estrutura em seis eixos temáticos: uso racional dos recursos naturais e bens públicos; gestão adequada dos resíduos gerados; qualidade de vida no ambiente de trabalho; sensibilização e capacitação dos servidores; compras públicas sustentáveis; e construções sustentáveis.



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