O ministro brasileiro da Defesa, Raul Jungmann - AFP


“Na próxima segunda feira, o embaixador do Brasil, num gesto de boa vontade do Brasil, estará reassumindo seu lugar na Venezuela.”, indicou Jungmann, em referência à profunda crise política, social e econômica pela qual passa o país caribenho.


“Você não pode perder nenhuma possibilidade de ajudar na mediação”, apontou.


O representante brasileiro em Caracas, Ruy Pereira, tinha sido chamado a consultas no mesmo dia em que o governo venezuelano anunciou a retirada de seu embaixador, e que o presidente Nicolás Maduro ordenou congelar os vínculos políticos e diplomáticos.


A reação contra o impeachment, que pôs fim a um ciclo de mais de 13 anos da esquerda brasileira no poder gerou atrito com os governos de Bolívia, Equador e Cuba, os quais se identificam com o ideal socialista.


O longo período que Caracas ficou sem um embaixador brasileiro em seu território foi definido como “uma medida diplomática incomum” por uma fonte do ministério brasileiro de Relações Exteriores.


Desde que começaram os protestos contra Maduro no dia 1º de abril, uma espiral de violência se formou, que resultou em 42 mortes e que não dá sinais de que vá chegar ao fim.


O Brasil teve um papel decisivo no processo de suspensão da Venezuela do Mercosul, ao acusá-la de não cumprir seus compromissos comerciais e políticos, dentre eles a causa democrática do bloco.


Consultada pela AFP, o consulado brasileiro informou não ter informações sobre o regresso de Pereira a Caracas.


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