Existe problema na qualidade da água distribuída? 

O primeiro ponto abordado foi um questionamento do vereador Rubens Angioletti (PSB) sobre o parecer da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc), referente ao possível uso inadequado de cloro no tratamento da água distribuída à população.

De acordo com Angioletti, em agosto de 2017 o próprio Semasa notificou a Aresc de que tinha encontrado espuma e odor em excesso no Itajaí-Mirim (fonte de captação da água distribuída para a cidade) e que precisaria usar cloro a mais pra tratar a água. Após captação da água e análise, a Aresc concluiu que a água estaria em desconformidade com critérios do Ministério da Saúde e notificou o Semasa a tomar algumas providências. O vereador alega que o Semasa não teria dado retorno à Aresc dentro do prazo estabelecido. Rubens disse ainda, que a preocupação maior era a possível contaminação da água por Trialometano, um componente cancerígeno, que pode ser originado quando o excesso de gás de cloro entra em contato com matérias orgânicas da água.

De acordo com Nei Locatelli, diretor de Saneamento do Semasa, não há risco para a população. Ele afirmou que os problemas encontrados pela análise da Aresc - quantidade de cloro e cor da água - aconteceram em decorrência de problemas técnicos em equipamentos da rede de água, mas que logo em seguida estes foram reparados. Locatelli acredita que o documento enviado à Aresc tenha sido extraviado, mas que já foi confeccionado novamente e deverá ser reenviado o quanto antes.

O diretor de Saneamento destacou que o Semasa faz cerca de 15 coletas diárias de água na rede para análise, e dentro das estações de tratamento de hora em hora, para garantir que não haja nenhum problema para consumo. Por fim, Locatelli destacou que outras melhorias solicitadas pela Aresc já estão sendo providenciadas e serão notificadas neste novo documento.

 O Semasa pode ser privatizado?  

Questionado se existe a intenção de se privatizar o Semasa, o diretor-geral da entidade, Erico Laurentino, descartou qualquer possibilidade de privatização do serviço de tratamento e distribuição de água e de esgotamento sanitário de Itajaí. Erico destacou que o que existe hoje é a intenção de se contratar, via licitação, um estudo de viabilidade técnica, econômica e de gestão que mostrará se é mais viável o Semasa continuar a frente dos serviços de esgotamento sanitário (não englobando a questão da água) ou fazer uma concessão para a implantação do sistema de saneamento básico.

 O diretor afirmou que não há um prazo determinado para que esse estudo fique pronto, mas que acredita que após definida a empresa que o fará, serão necessários de quatro a seis meses para a conclusão, dada a complexidade do trabalho. O estudo deverá apontar, por exemplo, quanto tempo o Semasa levaria para implantar toda rede de saneamento básico e quanto tempo isso seria feito em uma concessão. Com o estudo em mãos, o Semasa irá analisar e discutir todas as possibilidades.

O presidente da Câmara, vereador Paulinho Amândio (PDT), solicitou ao diretor-geral do Semasa que os vereadores recebam informações durante o transcorrer de todo esse processo, garantindo o acompanhamento dos trabalhos e evitando que informações errôneas sejam propagadas à população.

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